Monday, April 19, 2010

aloha.

Isto podia chamar-se "memento mori", mas quase todos os primeiros cinquenta posts deste blog começaram pela expressão havaiana "aloha", e sendo ela tanto uma saudação de chegada como de despedida, achei que usá-la seria mais apropriado.

É difícil acreditar que passaram mais de seis anos desde que comecei este blog. Aperceber-me assim da passagem do Tempo custa-me. Mas se calhar sou eu que torno tudo isto tão difícil. Se calhar é a minha maneira de fazer ver ao Tempo que eu tenho perfeita noção de que ele está a fugir...

Quando comecei este blog, em Fevereiro de 2004, era alguém sem preocupações praticamente nenhumas. Chateavam-me as notas pouco extraordinárias que tinha a Francês e pouco mais. Mas não muito depois disso tudo mudou, comecei a viver novas experiências e a ter bastantes mais inquietações na minha vida. A curto prazo algumas dessas sensações foram um bocado dolorosas, mas a médio já consigo ver um pouco o lado benéfico: estava a aprender a lidar com a vida e com as pessoas.

Durante esse tempo, fazer anos era algo pelo qual eu ansiava. Era fixe ter 15 anos, mas 16 ia ser ainda melhor. Era fixe ter 17 anos, mas 18 ia ser ainda melhor. Mas depois chegaram os 19. Terríveis. A seguir os 20, que só queria que ninguém se lembrasse. E amanhã chego aos 21 anos. Não consigo não pensar no amanhã como uma espécie de limite, o fechar de um ciclo, o tal que começou pouco depois deste blog ver a luz do Sol.

Ao aperceber-me disso (há uns meses, quando após intensa reflexão e alguma meditação pensei "foda-se, vou chegar aos 21 anos") apercebi-me que a vida deste blog estava a terminar. Todos estes textos são um espelho da minha adolescência, e acho que não faz muito sentido corrompe-los com "a doença e purgatório" que restam na minha vida, para citar o Johnny. Por outro lado, por muito que considere valiosas e estime as sensações e experiências que referi (mesmo as mais pungentes, é com essas que se aprende mais afinal) estou já há algum tempo a afastar-me conscientemente delas e a procurar novas, mais coloridas e iluminadas de preferência, o que afasta o meu espírito da postura que tinha e do estado em que estava quando escrevi estes textos.

Eu adoro este blog mas, como já dizia o outro senhor, tudo o que há de bom na existência humana é infelizmente efémero. O blog não vai morrer mas vai entrar num estado de coma profundo por tempo indeterminado, como de resto já o fiz entrar uma vez: através de uma cacetada "magistral" nas costas, igual à que o Majin Vegeta deu ao Kakarroto (mas não me vou sacrificar a seguir pelo Trunks e pela Bulma). Talvez acorde um dia, talvez não. E agora vou indo que as horas já vão longas.

Finis adest rerum, laus Deo. Immerse your soul in love.



Nota de rodapé: Er... acabei de refazer um teste que fiz há mais de quatro anos e do qual postei o resultado aqui no blog e parece que não estou assim tão diferente como achava, pois o resultado continua a ser o mesmo.


Alright then.

1 comment:

Inês_rocks! said...

eu sou o dartacão, ou melhor o dogtanian! alegria :D

"You're Dogtanian! The eponymous hero of the show, a country pup who proves himself in the big city by his courage, sense of justice and incredible swordsmanship. You might want to work on that irritating whiny voice though."