Pequeno-Almoço:
Leite com chocolate e torradas cheias de manteiga.
Almoço:
Uma sopa de espinafres e esparguete com abóbora, chucrute e alho-francês.
Notas:
Bem, o almoço de hoje foi mais uma vez feito em casa. O esparguete ficou com um sabor excelente em conjunto com a abóbora e chucrute, mas a minha língua dispensava o alho-francês. Como conjunto, no entanto, sabia bem, por isso não foi com certeza a pior maneira de acabar a minha primeira semana vegetariana.
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Já está, 14 refeições grandes e 168 horas sem comer carne ou peixe. Embora alguns momentos tenham sido piores, em geral não foi tão difícil como pensei. Só senti realmente falta de carne quando me lembrei da existência de algo magnifico chamado cordon bleu, quando comi feijões pela primeira vez e quando atacaram uma alheira à minha frente. Mas empanturrei-me com outras coisas e consegui ultrapassar esses momentos mais difíceis :'D. Também achei que ia ter imensa fome. Isso não aconteceu em geral, as refeições eram sempre mais ou menos equivalentes às normais.
Agora, qual é o passo seguinte? Bem, acho que vou tentar continuar lacto-ovo vegetariano ou pelo menos flexitariano (aqueles vegetarianos que muito de vez em quando não resistem a umas fatias de bacon). A longo termo vai ser difícil, nem que seja porque eu adoro cozinhar carne e ainda por cima agora tenho acesso a um grelhador sempre que quiser. E porque eu sou mesmo muito esquisito em relação a comida (ou era, acho que esta semana serviu também para alargar os horizontes nessa área, vamos ver). Mas simplesmente não me parece que vá conseguir voltar a comer carne sem me esquecer do que estou a engolir e, portanto, não vou saborear como anteriormente. Além disso, é sempre agradável saber que se está a fazer algo com tantas vantagens a nível pessoal e global. E também poder dizer que tenho algo em comum com Leonardo da Vinci, Sócrates, Pitágoras, Gandhi, Leo Tolstoy, Albert Einstein, Natalie Portman, George Harrison, Paul McCartney, Tenzin Gyatso (o actual Dalai Lama), Richard Wagner, Isaac Newton, Franz Kafka, Voltaire, Johnny Marr, Morrissey, Thom Yorke, Jónsi Birgisson, Serj Tankian, Anthony Kiedis, William Shatner, Leonard Nimoy, Ian McKellen, John Cleese, Jerry Seinfeld, Michael J. Fox, Dustin Hoffman, Hugo Weaving, Anne Hathaway, 100% dos Rage Against The Machine e 35% dos indianos. Por tudo isto parece que vou ter mesmo de me dedicar à arte de preparar esparguete e crepes.
Se alguém quiser ver uma página de introdução ao vegetarianismo, dirija-se aqui. Entretanto, aquele abraço e não se esqueçam do que foi dito pelos The Smiths: Meat Is Murder :D
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