
ATENÇÂO: Post para ser lido com tom rouco, como eu estou neste momento!
Bono Vox, The Edge, Larry Mullen Jr., Adam Clayton. Para muitos estes nomes podem parecer desconhecido. Talvez alguns se recordem de um Bono que recentemente tem aparecido nas notícias como um activista contra a pobreza. Mas a maioria das pessoas neste país, mesmo aquelas para quem música a séria é Emanuel e Tony Carreira, já ouviram decerto falar dos U2, não fossem eles, sem dúvida, a melhor banda da actualidade. Pois bem, os senhores cujos nomes estão no princípio deste post são, respectivamente, o vocalista, guitarrista, baterista e baixista da banda que fez com que o concerto de ontem ficasse, certamente, marcado na vida de qualquer um que o presenciou como um dos melhores, se não o melhor, da sua vida. Eu incluído.
Para ocupar os 52 mil lugares disponíveis, imensos fãs passaram várias noites acampados à frente de estabelecimentos onde estariam à venda bilhetes, o que levou ao "desaparecimento" quase imediato de todos os ingressos, em Fevereiro passado. Há no entanto necessidade de fazer uma observação em relação à má organização, pois a Ritmos&Blues disse que disponiblizaria bilhetes nas caixas multibancos, mas fê-lo apenas com 10(dez) das entradas, o que é lamentável num concerto com esta dimensão.
Mas passemos agora a acção propriamente dita. Quando cheguei à zona à volta do Estádio José Alvalade deu logo para reparar que ia ser um concerto estrondoso: para qualquer lado que se olhasse, via-se um mar de gente. Depois de uma hora para entrar, tempo exagerado a meu ver e em que o meu bilhete não foi controlado por nenhum sistema de códigos de barras para comprovar se era verdadeiro ou não(como a Ritmos&Blues tinha dito que faria) e em que fui tão mal revistado(só me tocaram na barriga e nas costas) que poderia ter facilmente levado uma arma, como uma faca, no sapato sem problemas, cheguei finalmente ao relvado. Depois de ir comprar bebidas fui arranjar um lugar para esperar. Após cerca de uma hora à espera, às 20:15 entram em cena os ingleses Kaiser Chief, que deram um concerto melhor do que estava à espera, interagindo com o público e provocando umas situações comicas, e que deu para aquecer para o que vinha a seguir. "Everyday I Love Less and Less", single do albúm Employment, foi a melhor música da sua actuação. De denotar, a ausência dos Keane, devido a uma infeção na garganta do vocalista Tom Chaplin, cujo concerto sempre tinha dado para aquecer mais um bocado.
Às 22:00, aquilo porque todas as pessoas esperavam. U2 entravam em cena. O espectaculo, que teve a duração aproximada de 2h20min, começa imediatamente, com "Vertigo", o 1º single do último cd, How To Dismantle an Atomic Bomb. O público reage de imediato ao "Um, Dois, Três, Catorze!"(na língua local, como Bono tem feito no resto da tour) de Bono, provocando uma explosão de vozes incrivel, que quase manda o estádio abaixo. Seguiram-se "I Will Follow" e "Electric Co", músicas do princípio dos 80's, e "Elevation" e "Beautiful Day", do anterior albúm "All That You Can't Leave Behind", tendo estas, pelo meio, a magnífica "New Year's Day". "I Still Haven't Found What I'm Looking For" veio preceder várias músicas do último cd, sendo elas: "City of Blinding Lights", "Miracle Drug", "Sometimes You Can’t Make It On Your Own"(dedicada ao seu pai, já falecido) e "Love and Peace". Ao mundialmente conhecido "Sunday Bloody Sunday", hino dos U2 contra o movimento IRA e todo o tipo de terrorismo, seguiu-se "Bullet The Blue Sky" e "Miss Sarajevo", na qual Bono "transformou" magnificamente a sua voz, tranformando-a na de um cantor de opera, na parte desta música que é cantada originalmente por Lucianno Pavaroti. "Pride in the name of love"(durante a qual a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi passada nos ecrã gigantes, num momento grandemente aplaudido), "Where the Streets have no name" e "One"(na qual Bono pediu às pessoas para mandar uma mensagem de apoio a Africa, cujo dinheiro do custo reverte para combater a fome neste continente, e pôr os telemoveis, com luz no visor, no ar, o que provocou um efeito estupendo e tornou esta música no "momento" do concerto) terminaram a primeira parte do concerto. Os U2 saem de cena, voltando pouco tempo depois para tocar três músicas do fim dos anos 80, principio dos 90: "Zoo Station", "The Fly" e "With or Without You". Voltam a sair e depois vêm terminar com "All Because of You" e "Yahweh", do último registo, e a já antiga 40, última música de "War", de 1983.
O palco tinha 5 ecrãs gigantes, nos quais foram passadas imensas coisas, desde imagens da banda até mensagens humanitarias, e duas passadeiras que entravam pela plateia e pôr onde a banda foi passando. Os efeitos de luz e som foram incriveis e ajudaram a banda de maneira a que o espectaculo nunca parou.
O que posso dizer mais é que para mim foi a melhor noite do ano, em conjunto com a da estreia do SWIII, sendo que nas duas senti sensações incriveis e estava incrivelente ansioso. Foi também o melhor concerto a que já assisti sendo que o único que o poderia passar era talvez outro dos U2. Infelizmente não pude estar com todas as pessoas que queria a divertir-me a noite passada, mas espero que "A" banda de Dublin volte rapidamente para tornar isso possível.
MUITO OBRIGADO U2, SOIS OS MAIORES!!
p.s. Quero agradecer à Inês do JornAlternativo pela grande ajuda que me deu neste post. Muchas Gracias.
p.s.2 O Bono mandou-me agora uma mensagem a agradecer por ter mandado a mensagem a dizer "Africa" e com o meu nome, durante a "One", e a pedir para ir ao site Pobreza Zero, e eu peço-vos que vão lá também.
p.s.3 Só tenho mais uma coisa a referir: os U2 foram ontem condecorados com a Ordem da Liberdade, pelo Presidente da República, seis horas antes do concerto de Alvalade, por usarem a fama adquirida para dar a conhecer problemas graves, como a fome em Africa.

(post escrito a ouvir: nada, ainda me doem os ouvidos e tenho as músicas na cabeça)
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